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Como preparar quem vai cuidar do seu pet enquanto você viaja

"É só dar comida de manhã e de noite" é a origem de metade dos sustos. A lista do que deixar por escrito, e a autorização que quase ninguém lembra de assinar.

·4 min de leitura
Uma lista de instruções com três itens conferidos em verde e um em aberto

"É só dar comida de manhã e de noite."

Essa frase, dita na porta com a mala na mão, é a origem de metade dos sustos que acontecem enquanto alguém viaja. Não porque a pessoa que ficou seja descuidada, mas porque cuidar de um animal é um monte de detalhes que você nem percebe mais que sabe.

Este texto é a lista do que deixar combinado. Serve pra quem vai ficar na sua casa, pra quem vai levar o animal pra dele, e pra hotelzinho.

O que escrever, mesmo pra quem já conhece

Escreva. Não fale. Você vai estar num voo quando a dúvida aparecer.

Comida: o quê, quanto e quando. Em medida concreta, não "uma tigelinha". Duas xícaras, meio pote, o que for. Diga também o que ele não pode comer e o que ele vai fingir que nunca comeu na vida.

Remédio: nome, dose, horário e onde está. Se for meio comprimido, escreva meio. Se precisa ser com comida, escreva. Deixe separado em um saquinho por dia, se for tratamento longo. Parece exagero e evita erro de dose, que é o acidente mais comum.

Água. Onde fica, com que frequência trocar. Gato bebe pouco e desidrata rápido; se o seu bebe em fonte, avise que ela precisa estar ligada.

Xixi e cocô: onde e como. Caixa de areia, tapete, rua. Quantas vezes por dia é o normal dele, pra que a pessoa saiba reconhecer o que não é normal.

Passeio: horário, duração e o que ele faz de errado. Se puxa, se tem medo de moto, se não pode encontrar outro cachorro. Coleira, peitoral, qual usa.

Rotina de sono e onde ele dorme. Bicho que dorme na cama e é posto no chão passa a noite chorando, e a pessoa acha que ele está doente.

O que dá medo. Fogos, aspirador, trovão, campainha. E o que fazer quando acontece: onde ele se esconde, se prefere ficar sozinho ou no colo.

Como ele foge. A brecha da sua casa e o truque dele. Essa frase já salvou muito animal.

Os contatos, e uma autorização por escrito

O veterinário de sempre, com endereço e telefone.

Um veterinário 24 horas, com endereço. Não deixe isso pra ser pesquisado às três da manhã por alguém nervoso numa cidade que talvez não seja a dele.

O seu telefone e o de mais alguém, porque você pode estar sem sinal.

E a parte que quase ninguém faz: uma autorização escrita. Um bilhete simples, assinado e datado, dizendo que fulano está autorizado a levar o seu animal ao veterinário e a autorizar procedimentos de emergência até um determinado valor, e que você se responsabiliza pelo pagamento. Muitas clínicas travam justamente aí, e o tempo perdido nessa conversa é o pior tempo possível.

Diga também, em uma linha, o que você quer que seja feito em caso grave. É desconfortável de escrever e é um alívio pra quem ficou.

A entrega

Mostre, não conte. Faça a pessoa dar a comida uma vez com você do lado, antes de viajar. O que você esqueceu de falar aparece nessa hora.

Deixe tudo à vista, num lugar só. Ração, remédio, coleira, guia, sacolinha, a lista impressa. Nada de "está no armário da cozinha, atrás".

Deixe reserva. Ração pra alguns dias a mais e o remédio com folga. Voo atrasa.

Combine como vocês vão se falar. Uma foto por dia resolve a ansiedade dos dois lados e serve de registro se algo mudar no corpo do bicho. Combine também o que é motivo pra te ligar na hora, mesmo de madrugada: não comeu duas refeições seguidas, vomitou mais de uma vez, não fez xixi, está apático, respiração estranha.

Se o animal vai pra outra casa

Alguns cuidados a mais: leve a cama e um pano com o cheiro da sua casa, leve a mesma ração, e avise sobre outros animais e crianças da casa. Combine se ele fica solto ou não nos primeiros dias.

E leve a coleira com a plaquinha atualizada, porque o risco de fuga é muito maior num lugar que ele não conhece.

Como o Keenz ajuda nisso

Falando da nossa casa, e só no que encosta neste assunto.

O perfil do pet no Keenz aceita co-tutores: você convida outra pessoa e ela passa a cuidar daquele perfil junto com você, com acesso ao que está registrado ali, inclusive o contato do veterinário. Pra quem divide o animal entre duas casas ou tem alguém que cuida com frequência, isso resolve o problema de a informação viver só num celular.

O que ele não faz, e vale repetir: não guarda dose de remédio, peso nem data de vacina. A lista deste texto continua sendo sua, num papel ou no bloco de notas. O que o perfil resolve é o acesso: a outra pessoa não depende de você atender o telefone pra saber quem é o veterinário.

O mínimo, se você está saindo amanhã

Se não der tempo de fazer tudo, faça três coisas:

  1. Escreva num papel a comida (quanto e quando), o remédio (dose e horário) e dois telefones de veterinário.
  2. Escreva e assine a autorização de atendimento.
  3. Faça a pessoa dar uma refeição com você do lado.

Dá vinte minutos e cobre quase tudo que costuma dar errado.

Uma rede social que não pede a sua atenção o dia inteiro

O Keenz é pra dividir a vida com quem importa de verdade. Sem feed infinito, sem algoritmo decidindo o que você vê.

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